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A
Cultura Nasca floresceu no Peru entre
200 AC a 800
DC.
Um dos aspectos comuns da Cultura pré-Inca
e Inca é a criaçao de civilizações
em lugares inóspitos, como
as montanhas inacessíveis dos Andes
ou viver no meio do deserto.
A esquecida Cultura de Nasca foi descoberta
nas areias do Deserto de
Nasca e trazida a luz tanto pelos ladrões
de sepulturas como pelos arqueólogos.
Neste espantoso Cemitério de Chauchilla,
corpos dos antigos habitantes de Nasca
foram preservados por mumificação
natural, devido ao clima
árido.
Através de seu hábito
de enterrar sua gente, esta
Cultura deixou-nos múmias, cerâmicas,
tecidos coloridos, caveiras e artefatos,
praticamente intocados.
Chauchilla fica cerca de 30
km da cidade de Nasca e impressiona
pela quantidade de múmias ainda disponíveis
para visitação.
Infelizmente, ele foi alvo de muitos
saqueadores,
principalmente na última metade do sec.
XX. Eles invadiam as tumbas, pilhavam
os tesouros e mantos, a simplesmente
deixavam as múmias
e seus pertences de menor interesse
expostas no
deserto.
A população pobre aproveitava-se disto
para ganhar algum dinheiro extra, vendendo
tecidos que atingiam
no mercado cerca de U$ 20.000,00
dólares (por aí voce calcula porque
haviam tantos saques).
Note-se que os colecionadores, principalmente
europeus e americanos, eram os receptadores,
incentivando os saqueadores a continuarem
suas buscas.
As autoridades peruanas estão mais severas:
é considerado um sério
crime retirar do país tamanha
riqueza cultural.
Até 1997, os visitantes encontravam
esqueletos, caveiras, cerâmicas e artefatos
simplesmente
largados no sol.
Devidos a estes atos de vandalismo,
causados pela pobreza da população,
o cemitério hoje possue enorme quantidade
de "olhos",
isto é, cicatrizes de buracos
deixados na areia.
Felizmente, este quadro mudou. Cientistas
do Estado de Ica e os e a indústria
turística local organizaram-se e reconstruíram
as tumbas, segundo a tradição
da época, e protegeram a área, que é
hoje uma zona arqueológica oficial.
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